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Criança é fogo! Diz coisas inacreditáveis, de modos surpreendentes e nas horas mais impróprias, deixando seus pais e professores pasmos, boquiabertos e muitas vezes na maior saia justa. Há muito tempo venho colecionando as proezas da gurizada de Vila Velha e chegou o momento de reparti-las com meus leitores. Bom divertimento!
A professora adoece e colocam em seu lugar uma substituta. Nayara, 7 anos, volta da escola e sai com a mãe para fazer as compras do mês. Na fila do supermercado, resmunga alto: “Eu preferia a minha outra professora! Não gostei da prostituta que colocaram no lugar dela”
Natasha, 3 anos, passeia com a mãe no Shopping Praia da Costa, quando aparece uma amiga da família: “Puxa, você parece muito com a sua mãe, é a cara dela!” Natasha, bravíssima: “Xai(sai) tia! Cê tá doida? Tá doida?”
A mãe de Guilherme, 4 anos, o repreende por ter mentido: “Mentir faz o nariz crescer!” E Guilherme, rápido: “Não, mamãe, num é o nariz que cresce, é o pipiu!”
Álvaro, 5 anos, demora no banho. A mãe reclama. Ele grita lá de dentro:
“Mas eu nem ensabonetei ainda!” A mãe corrige: “Meu filho, não é ensabonetar, é ensaboar.” Álvaro retruca na bucha: “Lógico que é ensabonetar, mãe, não tomo banho com sabão, tomo com sabonete!”
Gustavo, 4 anos, acompanha atento a empregada preparar o molho para a macarronada. Quando ela abre um vidro de azeitonas, ele dispara: “Maria, deixa eu ver as azeitonas ainda vivas?”
Aline, 3 anos, vai com a tia ao dentista. Ao ver a cuspideira não se contém e estende o dedinho para mexer. O dentista vê e avisa: “Não põe o dedo aí, neném, que é sujo”. Aline olha severa para ele e diz: “Se é sujo, por que o senhor não lava?”
Luísa, 4 anos, entra de repente no banheiro e vê o pai tomando banho. Sai gritando pela casa, aflita: “Mamãe, mamãe, tem um cocô pendurado na perna do papai!”
A catequista ensinou a turminha a rezar e ao voltar para casa, Fabrício resolve mostrar à família o que aprendeu: “Em nome do Pai, do Filho e do Espirro do Santo...”
Ivana, 4 anos, almoça com a família no Recanto Baiano. A mãe pergunta o que ela quer de sobremesa e quase morre de vergonha quando a filha responde bem alto, quase gritando: “Quelo salada de putas!”
O avô de Rodrigo, 5 anos, reúne a família para um churrasco. Lá pelas tantas, Rodrigo aponta um fio desencapado esquecido no fundo do quintal e pergunta com carinha assustada: “Vovô, se eu colocar a mão naquele fio eu tomo um choque?” “Claro!” responde o avô. Rodrigo solta um suspiro resignado: “Ah tá, porque eu já tomei!”
As crianças estão se divertindo na aula de informática, quando um menino espirra em sobre a tela do computador. Marcelo, 6 anos, fica indignado:
“Não faz isso, seu burro!” E completa, com pose de sabe-tudo: “Vai passar vírus pro computador!”
Eduardo, 6 anos, chega da escola e o pai pergunta: “E aí, filhão, como foi sua primeira prova?” Espantadíssimo com a ignorância do pai, ele responde:
“De papel, ué!”
A tia da creche distrai a turminha falando sobre os animais: “Os alces tem chifres, os bois tem chifres... Quem sabe o nome de outro animal que também tem chifres na cabeça? Luana, 3 anos, levanta a mãozinha: “Meu pai!”
André, 6 anos, está fazendo um trabalho escolar em que tem que relacionar os desenhos de um nariz, uma boca, um ouvido e dois olhos com outras figuras como flor, automóvel, televisão... O pai o ajuda: “O que se usa para televisão?” André: “Os olhos, o ouvido e o nariz.” O pai estranha:
“Mas por que o nariz?” “Para saber quando a tevê ta queimada!”
Júlio César, 6 anos, interrompe a aula: “Tia, posso ir cagar?” “Desse jeito não, Julinho, peça direito, com educação!” “Tá bem. Por favor, tia, posso ir cagar?” “Ainda não é assim. O correto é você dizer posso ir ao banheiro?” “Tão tá. Tia, por favor, posso ir ao banheiro... cagar?”
O pai do Zé Lucas, 7 anos, ficou apavorado quando este lhe mostrou o
boletim: “Na minha época as notas baixas eram punidas com uma boa surra!”
“Legal pai! Que tal pegarmos o professor na saída amanhã?”
Cada criança da creche diz em voz alta do que é que tem mais medo na vida.
Bicho-papão, bruxas, monstros, as respostas são variadas, mas comuns, até chegar a vez de Suzana, 5 anos: “O que eu tenho mais medo, tia, é do Mala Men.” “Ué, Suzana, quem é esse tal de Mala Men?” Não sei, tia, só sei que deve ser terrível porque todo mundo lá em casa vive rezando assim: “...não nos deixais cair em tentação e livrai-nos do Mala Men!”
Falta energia na casa de Patrícia, 4 anos. A família fica sem ter o que fazer. Patrícia tem uma idéia: “Vamos assistir televisão?” Quando o pai diz que não tem luz, ela sorri decidida: “Não faz mal, a gente assiste no escuro mesmo!”
Regininha, 4 anos, fica encantada quando a mãe avisa que a família vai ao casamento de uma prima em Colatina: “Vai ser legal, eu e suas tias alugamos um carro bem grande e vamos todas juntos! Aposto que você vai gostar de ir de perua!” No dia do casamento, Regininha acorda empolgada e se enche de pulseiras, brincos, batons. A mãe estranha: “O que é isso filha?” “Não é pra ir de perua? Então!”
Carla, 4 anos, deixa a mãe sem resposta ao perguntar: “Mamãe, quando você era criança, quem que era a minha mãe?”
Para terminar, uma coleção anônima de definições infantis, algumas bastante poéticas: Palhaço é um homem todo pintado de piadas. Deserto é uma floresta sem árvores. Sono é saudade de dormir. Esperança é um pedaço da gente que sabe que vai dar certo. Vento é ar com muita pressa.
Arco-íris é uma ponte de vento. Chope é o refrigerante de adulto.
Té a próxima!
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