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O único momento que nossos músculos estão em maior relaxamento é quando estamos deitados com o corpo totalmente apoiado no colchão, fato que propicia o afastamento dos ossos, aliviando a compressão das cartilagens e também das raízes dos nervos quando pensamos na coluna vertebral, mas, o simples fato de virar na cama, provoca a contração de todos os músculos de nosso corpo.
E, no aspecto emocional, uma pessoa preocupada, endividada, perfeccionista, agitada, com prazos a cumprir, quando um parente, amigo ou ela mesma está doente, irá se manter sob tensão até que o problema esteja resolvido, caso contrário, mesmo deitada esta pessoa se manterá em alerta, com músculos em constante e habitual contração.
Contrair é algo corriqueiro e familiar, estudos internacionais mostram que desde o útero isto já acontece e, contrair músculos significa aproximar ossos, que dependendo da intensidade e duração do evento, poderá nos levar à artrose.
A artrose é um processo degenerativo bastante frequente que causa o desgaste da cartilagem (tecido elástico e flexível, rico em proteínas, fibras colágenas e células), que recobre a superfície dos ossos que se articulam. Seja por força ou fraqueza muscular excessiva e duradoura, ocorre a aproximação dos ossos que provoca o atrito e desgaste das cartilagens.
Mesmo que estejamos parados, em posição sentada ou em pé, conversando, lavando louça e roupa, no banho, trabalhando na frente de uma bancada ou computador, em frente ao caixa eletrônico, em alguma fila, ou em outra das mais diversas situações da vida, nossos músculos precisam se contrair para nos manter contra a ação da gravidade.
Basta observar como nos movimentamos, como andamos e fazemos praticamente tudo para frente, os músculos anteriores são mais da dinâmica, da execução dos movimentos, enquanto os posteriores trabalham mais em condição estática, pois nos seguram para não cairmos para frente.
Quando uma musculatura trabalha mais estática, também irá se tensionar e encurtar excessivamente com o passar dos anos, levando a grande aproximação das estruturas articulares comprimindo e levando ao desgaste das cartilagens e nervos, o que pode produzir dores ou perda da sensibilidade e do controle muscular, acentuando ainda mais o problema.
Foi assim que em 2006 recebi em meu consultório um adolescente com dores no tornozelo que foram eliminadas após algumas semanas de tratamento, logo após as dores se manifestaram no joelho, também solucionadas, então surgiram na região do quadril onde exames mostraram a formação de um osteófito (bico de papagaio) na área de contato entre o osso da coxa e o osso do quadril.
Problemas como este costumam ser descobertos normalmente após os 40 anos de idade quando a articulação já está comprometida e geralmente tomada por osteófitos, sendo indicada a cirurgia para colocação de prótese, quando após alguns anos a articulação tem movimentos muito limitados e doloridos.
Este tipo de alteração óssea não acontece de uma hora para outra, já estava naquele local há algum tempo, mas até então não havia se manifestado na forma de dor, pois havia uma alteração de percepção e força muscular sobre o local em função da compressão da coluna vertebral sobre os nervos que provoca alterações sensoriais e estas por sua vez, não permitiam sentir a saliência óssea.
A percepção da lesão só foi possível em função do nosso tratamento que estimula o sistema nervoso e facilita ao cérebro receber corretamente as informações de todo o corpo, sendo assim, um número cada vez maior de fibras musculares são ativadas, e somadas as que já estavam trabalhando, geram maior controle de força para todos os músculos, promovendo o afastamento dos ossos e a descompressão dos nervos e cartilagens
Mas, para que isso aconteça, é necessário mudar os hábitos e aumentar o nível de consciência corporal. Condição obtida quando realizamos movimentos de alongamento em relaxamento que estimulam o afastamento das vértebras e a descompressão das raízes dos nervos, liberando assim a passagem dos estímulos captados no corpo e levados ao cérebro através dos nervos e da medula espinal, para que este identifique às áreas de tensão e flacidez.
Depois de identificadas, o cérebro passa a ter mais controle sobre o tônus, fato que gera um aumento significativo da força muscular, proporcionando maior sustentação de peso e o afastamento de todos os ossos, parando o desgaste articular, revertendo a artrose.
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