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A história do povo capixaba é constituída de precioso acervo e a cada dia surgem novos estudos para enriquecer o seu patrimônio cultural originado pelas pesquisas e registros de especialistas e autodidatas, destinados ao suprimento da constante curiosidade de uma comunidade ansiosa de conhecer mais a origem dos saberes, tradições, valores e interesses vitais de seus ancestrais.
A segunda edição deste trabalho sobre Vila Velha confirma essa referência, pois nele são relatados os primeiros contatos de europeus com indígenas nas praias e florestas, os sítios onde habitaram os colonos pioneiros, os marcos naturais, a interiorização e urbanização, os monumentos, as paisagens litorâneas, a ocupação da terra, o patrimônio fundiário de algumas famílias, as comunicações, os transportes, o comércio, a indústria, a administração pública, a formação política e os costumes de seus habitantes até os tempos atuais.
Nesta segunda edição, julgo ser melhor explicar a respeito de dois homens ligados, diretamente, ao texto deste livro, o autor e o donatário da capitania do Espírito Santo, exatamente, nesta ordem. Fora do texto não existe qualquer relação entre os dois. É apenas questão didática. Então:
1. Sobre Jair Santos, autor deste livro, é capixaba nascido em 1926, na cidade de Alegre. Com cinco anos veio com a família residir em Vila Velha, onde fez curso primário no Grupo Escolar Vasco Coutinho (Fundamental). Fez o secundário e o científico em Vitória, no antigo Ginásio Espírito Santo e, por fim, cursou Arquitetura na antiga Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, então a capital do Brasil, onde foi professor Titular do Departamento de Tecnologia da Construção após ser aprovado em concurso público à Livre Docência. A partir daí foi, também, professor do curso de Engenharia Civil por ter a mesma disciplina e idêntico programa.
2. Sobre o donatário Vasco Fernandes Coutinho, que a partir de 1535, iniciou a colonização do solo do nosso Estado; aqui ele trabalhou muito mais, os autores que escreveram sobre ele não lhe dedicaram uma só linha de elogio. Afirmaram até que era viciado em “beber fumo”. Um outro teve a coragem de dizer: – Ele bebia vodka!
Neste livro faço questão de abordar sobre a personalidade, a vocação, a virtude e as qualidades de quem viveu no fim da “idade média” e no século dezesseis, no alvorecer da Era Moderna. Por exemplo, será que esse jovem Vasco Coutinho sabia ler e escrever? Coisa incomum nos séculos XV e XVI...
Jair Santos
R. Dom Jorge Menezes, 1044, Centro, Vila Velha
Tel.: 27 3329-9694
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