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Ao longo da semana é comum vermos o seguinte perfil: alimentação rica em gorduras e calorias, excesso de trabalho e falta de exercícios físicos. No final de semana, o ritmo continua o mesmo: feijoada, chope gelado, fast food. Mas de repente surge o desejo de compensar, em uma ou duas horas do dia, todos os maus hábitos e os quilinhos a mais acumulados com o sedentarismo. Aí é que mora o perigo. A inocente pelada com os amigos ou uma despretensiosa corrida no calçadão podem causar desde uma incômoda contusão muscular até, em casos mais graves, lesões na coluna ou um infarto.
De acordo com os especialistas, é perigoso ser um atleta de fim de semana. Uma vida sedentária e uma alimentação inadequada, acompanhada de uma prática esportiva intensa e sem periodicidade, é prenúncio de problemas com a saúde.
Quando se é jovem, raramente os efeitos são sentidos, mas depois dos 35 anos a situação muda de figura e, aos 55, os esportistas ocasionais correm ainda mais riscos. O corpo despreparado para a prática de esportes sofre com os exercícios intensos. Segundo a cardiologista Elisângela Gonçalves, a prática inadequada causa desde simples dores musculares até o rompimento da musculatura.
O ideal é a prática contínua e programada de um esporte, acompanhada por profissionais e, no mínimo, três vezes por semana. A atividade física progressiva adapta a parte óssea, muscular e as articulações. Mas, se a rotina diária não abre brechas para movimentar o corpo, uma caminhada no final de semana é bem vinda.
A doutora Elisângela recomenda que em casso de a pessoa não conseguir de forma alguma de fazer exercício contínuo, mas só o domingo, que faça uma atividade mais comedida. Tudo depende da condição física de cada um. Se durante a prática ainda estiver se sentindo bem e não estiver desgastando o organismo, pode continuar. O futebol moderadamente, pode acontecer. O problema é que a pelada de fim de semana nunca é moderada, diz a cardiologista.
Dores musculares, torções, ruptura da musculatura, rompimento de tendões, lombalgias - dores na coluna -, problemas no joelho, taquicardia e desmaio são alguns dos reflexos do corpo. Mas, de acordo com especialistas, os alongamentos em pouco tempo previnem esses problemas.
Alongue-se
O alongamento prepara para a atividade física, mas se a pessoa não tem físico para isso não adianta. É importante para a parte articular e muscular, possibilita que o músculo fique mais ativo e irrigado. Mas a contusão pode vir de qualquer forma.
Enquanto a maior parte desses problemas ainda são reparáveis, a prática de exercícios esporádicos acumulada ao longo de muitos anos pode ser fatal. Mais de 55 anos de idade, sobrepeso, colesterol elevado, sedentarismo e tabagismo completam o perfil de quem, a qualquer momento, pode ter um sério colapso cardíaco.
As pessoas com esse perfil são consideradas do grupo de risco e podem romper uma artéria durante o exercício. A atividade física quando não é bem feita é pior que o sedentarismo.
Avaliação médica
O indicado é, antes de iniciar as atividades, fazer uma avaliação médica. Quem está nesse grupo deve fazer exame de sangue, colesterol e teste de esforço. Para o médico, nunca é tarde para começar. A prática contínua diminui a freqüência cardíaca, a pressão arterial, reduz os níveis de gordura no sangue, aumenta os vasos sanguíneos e promove a formação de novos vasos danificados.
A pessoa que faz exercícios começa a cuidar mais da alimentação e a dormir melhor. Pequenas mudanças no cotidiano refletem muito na saúde futuramente.
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