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Uma polêmica surgiu no início do mês de fevereiro. Uma liminar expedida pela Justiça proibiu a prática de frescobol e do beach tênis com fins lucrativos em um trecho da Praia da Costa. Um juiz que mora no primeiro andar de um edifício localizado na orla se sentiu incomodado e decidiu acionar a Justiça.
A reclamação do juiz se refere à escolinha de frescobol instalada na praia, próximo aos quiosques. A estrutura fica montada na orla dia e noite. Segundo o magistrado que entrou com o processo, as duplas começam a jogar às 6hs da manhã e só param às 23hs da noite.
Após a decisão judicial, que proíbe a prática do esporte em um trecho de 250m do prédio do magistrado, os responsáveis tiveram que suspender as atividades na escolinha de frescobol, que já funciona a quatro anos na praia. “As aulas estão suspensas temporariamente até eu decidir onde vou colocar a escolinha de novo. Se é que eu posso colocar. É uma lei e temos que cumpri-la”, afirma Claudio Rocha.
Outra moradora do mesmo prédio em que reside o o juiz apóia a liminar: “Só quem mora aqui é que sabe o incômodo que é ter um clube de frescobol na frente de sua casa, com várias pessoas jogando ao mesmo tempo, durante o dia todo, além dos dias em que a turma faz churrasco e põe um aparelho de som para acompanhar. A vizinha, coitada, ouvia cada batida - toc, toc - e sabia de antemão quando um jogador ia errar. É mole? De quebra, cercaram e tomaram para si uma área da praia, inclusive atrapalhando o acesso à praia com suas redes e cercados, enquanto banhistas e moradores tinham que dar uma volta para não levar bolada”
Mas é importante ressaltar que a medida vale somente para a prática do esporte com fins comerciais. Os frequentadores da praia poderão continuar praticando o esporte, desde que o espaço não seja explorado comercialmente como vinha acontecendo na orla.
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